Atualizado em agosto de 2026 — com salário mínimo de R$ 1.621,00, teto do INSS de R$ 8.475,55, isenção de IRPF até R$ 5.000/mês (Lei 15.270/2025) e o status do Tema 1389 do STF sobre pejotização.
Resposta rápida: quanto um PJ precisa cobrar a mais que um CLT?
Para apenas empatar com um CLT — mesmo dinheiro no bolso, mesma reserva para férias e aposentadoria — um PJ no Simples Nacional com Fator R precisa de um valor-hora cerca de 45% a 50% maior que o valor-hora nominal do salário CLT.
Para compensar também o risco (sem seguro-desemprego, sem multa de 40% do FGTS, sem estabilidade, com inadimplência e ociosidade), o alvo realista é 70% a 85% a mais. É daí que vem a regra de bolso dos "60% a 80%" que circula no mercado: ela não é o piso, é a meta.
Abaixo de +45%, na prática você está trabalhando por menos do que ganharia registrado.
O que mudou em 2026 nesta conta
Quatro mudanças recentes alteraram de verdade a comparação entre CLT e PJ. Se você leu algum simulador feito antes de 2026, os números provavelmente estão desatualizados:
- Isenção de IRPF até R$ 5.000/mês. Desde 1º de janeiro de 2026, pela Lei 15.270/2025, quem tem rendimento tributável mensal de até R$ 5.000 tem o imposto zerado por um redutor. Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 há redução parcial e decrescente. Acima disso, vale a tabela progressiva normal. Isso beneficia tanto o salário CLT quanto o pró-labore do PJ — e mudou a estratégia de quem usa o Fator R.
- Volta da tributação de dividendos. A mesma lei criou retenção na fonte de 10% sobre lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física acima de R$ 50 mil em um mesmo mês, e um IRPF Mínimo para rendas anuais acima de R$ 600 mil. Para o PJ de crachá típico isso não pega; para quem fatura alto, pega.
- Reajuste do piso e do teto. Salário mínimo de R$ 1.621,00 e teto do INSS de R$ 8.475,55 mudaram o DAS do MEI, o INSS do autônomo e a retenção sobre RPA.
- Pejotização ainda sem palavra final do STF. O Tema 1389 continua sem decisão de mérito. Isso é risco jurídico real para quem fecha contrato PJ com característica de emprego (veja a seção específica mais abaixo).
Por que autônomos e PJs precisam cobrar mais?
Um salário de R$ 5.000 não custa R$ 5.000 para a empresa. Mas o quanto custa a mais depende do regime tributário do empregador — e esse detalhe costuma ser ignorado:
| Componente (sobre salário de R$ 5.000) | Empresa no Lucro Presumido/Real | Empresa no Simples Nacional |
|---|---|---|
| Salário bruto | R$ 5.000,00 | R$ 5.000,00 |
| INSS patronal (CPP 20%) | R$ 1.000,00 | já incluso no DAS* |
| RAT (1% a 3%, média 2%) | R$ 100,00 | já incluso no DAS* |
| Terceiros / Sistema S (~5,8%) | R$ 290,00 | já incluso no DAS* |
| FGTS (8%) | R$ 400,00 | R$ 400,00 |
| Provisão de 13º (8,33% + encargos) | R$ 565,84 | R$ 450,00 |
| Provisão de férias + 1/3 (11,11% + encargos) | R$ 754,45 | R$ 600,00 |
| Custo total aproximado | ~R$ 8.110 (1,62×) | ~R$ 6.450 (1,29×) |
*Exceto no Anexo IV do Simples, em que a CPP é recolhida à parte.
Atenção a um erro comum: o INSS descontado do trabalhador não entra no custo do empregador — ele sai do próprio salário do empregado, não é um valor adicional. Somar os dois infla artificialmente o custo do CLT e distorce a comparação.
A equivalência salarial é o cálculo de quanto o autônomo/PJ precisa faturar para chegar à mesma "renda líquida efetiva" de um CLT, considerando tudo o que ele deixa de receber ao abrir mão do regime formal.
O que o CLT tem que o PJ não tem
- FGTS: 8% do salário bruto depositado todo mês pelo empregador — inclusive sobre o 13º e sobre as férias.
- Multa de 40% do FGTS: na demissão sem justa causa, o empregador paga 40% sobre todo o saldo depositado. Depois de alguns anos de casa, é o benefício de maior valor absoluto — e é o mais esquecido nas comparações.
- 13º salário: equivale a +8,33% sobre a remuneração mensal.
- Férias + 1/3: 30 dias por ano pagos mais o adicional constitucional de um terço.
- Feriados e descanso semanal remunerado: o CLT recebe por cerca de 11 feriados nacionais e por todos os domingos. O PJ que não trabalha, não fatura.
- Aviso prévio: 30 dias, acrescidos de 3 dias por ano trabalhado, limitado a 90 dias.
- Seguro-desemprego: de 3 a 5 parcelas na demissão sem justa causa, conforme o tempo de vínculo.
- Afastamento por doença: os 15 primeiros dias são pagos pelo empregador; a partir do 16º, o INSS assume. E o CLT não tem carência para auxílio por incapacidade decorrente de acidente. O contribuinte individual precisa cumprir 12 contribuições de carência.
- INSS parcialmente custeado: o CLT contribui por faixas (7,5% a 14%) e a empresa paga os outros 20%. O autônomo no plano normal paga 20% sozinho.
- Licença-maternidade e licença-paternidade com estabilidade provisória.
- Vale-transporte, vale-refeição, plano de saúde e previdência privada quando oferecidos.
Como calcular o preço-hora PJ equivalente ao CLT
Passo 1: descubra quantas horas você realmente consegue faturar
Este é o erro que mais estraga simulações de PJ. O CLT trabalha ~176 horas/mês, mas recebe por 12 meses inteiros mesmo tirando 30 dias de férias. O PJ, não.
Partindo de 2.112 horas/ano (176 × 12) e descontando 30 dias de férias, ~11 feriados, alguns dias de doença e o tempo não faturável de prospecção, contrato, emissão de nota e cobrança, sobram na prática 1.600 a 1.800 horas faturáveis por ano. Use 1.700 como referência conservadora — o equivalente a ~142 h/mês de média anual.
Passo 2: monte o pacote anual real do CLT
Para um salário de R$ 6.000:
- 12 salários: R$ 72.000
- 13º salário: R$ 6.000
- Terço de férias: R$ 2.000
- FGTS depositado no ano: 8% × R$ 80.000 = R$ 6.400
- Pacote bruto anual: R$ 86.400
Descontando INSS (R$ 641,52/mês) e IRRF já com o redutor de 2026 (R$ 385,10/mês), o líquido em conta fica em torno de R$ 4.973/mês, e o pacote anual líquido, somando FGTS, gira em R$ 72.500.
Passo 3: some o que o PJ precisa cobrir
- Imposto sobre o faturamento: 6% (Simples Anexo III com Fator R), 15,5% (Anexo V), DAS fixo (MEI) ou tabela progressiva (RPA).
- INSS sobre pró-labore: 11% no Simples (a CPP já está no DAS).
- Custos fixos: contador (R$ 200 a R$ 400/mês), certificado digital, emissor de NF, conta PJ — algo entre R$ 3.500 e R$ 6.000/ano.
- Reserva de FGTS-equivalente: 8% do faturamento, guardado por você.
- Reserva previdenciária extra, se quiser aposentadoria acima de um salário mínimo.
Passo 4: aplique o multiplicador
Exemplo — CLT de R$ 6.000 bruto:
- Valor-hora nominal CLT: R$ 6.000 ÷ 176h = R$ 34,09/h
- Piso de equivalência (×1,45): R$ 49,43/h → faturamento de ~R$ 7.000/mês na média do ano
- Alvo recomendado (×1,80): R$ 61,36/h → cerca de R$ 10.800 nos meses cheios (176h), o que dá ~R$ 8.700/mês na média dos 12 meses
Repare na diferença entre "faturamento do mês cheio" e "média anual". Quem planeja o orçamento pessoal em cima do mês cheio quebra em janeiro.
Use a calculadora de autônomo vs CLT para personalizar o cálculo com seus dados, e a calculadora de salário líquido para conferir o lado CLT da conta com a tabela de 2026.
Tabela de referência: quanto cobrar por hora em 2026
Base: 176 h/mês no lado CLT e 1.700 horas faturáveis/ano no lado PJ.
| Salário CLT bruto | Valor-hora nominal CLT | Piso PJ (×1,45) | Alvo PJ (×1,80) | Faturamento-alvo (média mensal) |
|---|---|---|---|---|
| R$ 3.000 | R$ 17,05 | R$ 24,72 | R$ 30,69 | ~R$ 4.350 |
| R$ 5.000 | R$ 28,41 | R$ 41,19 | R$ 51,14 | ~R$ 7.250 |
| R$ 6.000 | R$ 34,09 | R$ 49,43 | R$ 61,36 | ~R$ 8.700 |
| R$ 8.000 | R$ 45,45 | R$ 65,91 | R$ 81,81 | ~R$ 11.590 |
| R$ 12.000 | R$ 68,18 | R$ 98,86 | R$ 122,72 | ~R$ 17.385 |
| R$ 20.000 | R$ 113,64 | R$ 164,77 | R$ 204,55 | ~R$ 28.980 |
A partir de R$ 12.000 o piso tende a ser um pouco maior: a alíquota efetiva do Simples sobe de faixa, o pró-labore passa dos R$ 5.000 isentos e volta a pagar IRPF, e o INSS chega ao teto.
Simples Nacional, MEI ou RPA: qual regime escolher
MEI — até R$ 81.000/ano
O limite permanece em R$ 81.000/ano (R$ 6.750/mês de média) em 2026, mesmo valor desde 2019. Para o MEI caminhoneiro, R$ 251,6 mil.
O DAS mensal em 2026, com o salário mínimo de R$ 1.621,00, ficou em:
- R$ 86,05 para prestação de serviços (R$ 81,05 de INSS + R$ 5 de ISS)
- R$ 82,05 para comércio ou indústria (R$ 81,05 + R$ 1 de ICMS)
- R$ 87,05 para comércio e serviços simultaneamente
É de longe o regime mais barato — na prática, o MEI que fatura R$ 6.000/mês paga cerca de 1,4% de tributo. Mas há dois preços escondidos: a contribuição de 5% do mínimo garante aposentadoria limitada a um salário mínimo e não conta para aposentadoria por tempo de contribuição (salvo complementação de 9%, código GPS 1295); e estourar o teto em até 20% (R$ 97.200) desenquadra em janeiro do ano seguinte — acima disso, o desenquadramento retroage a janeiro do ano corrente, com recálculo dos tributos pelo Simples.
Simples Nacional e o Fator R — a decisão que mais economiza
Esta é a parte que a maioria dos artigos sobre PJ ignora, e é onde está o dinheiro. Serviços intelectuais (TI, engenharia, arquitetura, publicidade, consultoria, fisioterapia, academias, laboratórios) caem originalmente no Anexo V, com alíquota nominal inicial de 15,5%. Mas existe uma saída legal:
Fator R = folha dos últimos 12 meses ÷ receita bruta dos últimos 12 meses.
- Fator R ≥ 28% → tributação pelo Anexo III, começando em 6%
- Fator R < 28% → permanece no Anexo V, começando em 15,5%
Entram na folha: salários, pró-labore dos sócios, encargos, FGTS, 13º e férias. Não entram distribuição de lucros, estagiários nem notas de MEIs ou PJs contratadas. O cálculo é refeito todo mês, sobre janela móvel de 12 meses.
Na prática: um PJ que fatura R$ 10.000/mês e paga R$ 2.800 de pró-labore atinge o Fator R. Ele paga 11% de INSS sobre esse pró-labore (R$ 308) e troca uma alíquota de 15,5% por 6% — economia de quase R$ 950/mês. E, com a regra de 2026, esse pró-labore de até R$ 5.000 é isento de IRPF, o que tornou a estratégia consideravelmente mais vantajosa do que era em 2025.
Se você presta serviço intelectual como PJ e seu contador nunca falou "Fator R" com você, essa é a primeira conversa a ter.
Lucro Presumido — quando realmente vale
Para serviços, a carga costuma somar cerca de 13,33% federais (IRPJ 4,8% + adicional quando aplicável, CSLL 2,88%, PIS 0,65%, COFINS 3%) mais ISS de 2% a 5% — algo entre 15% e 18%.
Ou seja: o Lucro Presumido raramente compensa contra o Anexo III. Ele entra na conversa quando o Fator R é inviável (empresa sem folha), quando o faturamento é alto o bastante para a alíquota efetiva do Anexo V ultrapassar a do Presumido, ou quando há despesas dedutíveis relevantes. A ideia de que "acima de R$ 180 mil/ano já vale migrar" não se sustenta — R$ 180 mil é apenas o fim da primeira faixa do Simples, não um ponto de virada.
RPA — autônomo sem CNPJ
Sem empresa, o tomador pessoa jurídica retém 11% de INSS sobre o bruto (limitado ao teto: no máximo R$ 932,31/mês em 2026) e o IRRF pela tabela progressiva. A empresa ainda recolhe 20% de CPP por fora. Como não há como deduzir despesas nem separar pró-labore de lucro, é quase sempre o caminho mais caro — mas continua fazendo sentido para serviços eventuais, em que abrir e manter um CNPJ não se paga.
Comparativo rápido
| Regime | Carga sobre o faturamento | Melhor para | Multiplicador mínimo sobre a hora CLT |
|---|---|---|---|
| MEI | DAS fixo (R$ 86,05/mês) | Até R$ 6.750/mês | ~1,30× |
| Simples Anexo III (Fator R ≥ 28%) | 6% a ~8,5% até R$ 360 mil/ano | Serviços intelectuais com pró-labore | ~1,45× |
| Simples Anexo V | 15,5% a 30,5% | Quem não consegue folha de 28% | ~1,60× |
| Lucro Presumido | ~15% a 18% | Faturamento alto sem folha | ~1,60× |
| RPA (sem CNPJ) | 11% INSS + IRRF progressivo | Serviços eventuais | ~1,75× |
Como a isenção de IR até R$ 5.000 mudou a conta
A Lei 15.270/2025 mexeu nos dois lados do comparativo, e em direções diferentes:
- Do lado CLT: quem ganha até R$ 5.000 passou a levar mais para casa sem que a empresa gastasse um centavo a mais. Uma proposta PJ que era atraente em 2025 pode ter deixado de ser em 2026, porque o líquido do CLT subiu.
- Do lado PJ: o pró-labore até R$ 5.000 ficou isento, o que barateia a estratégia do Fator R. Antes, subir o pró-labore para chegar aos 28% custava INSS e IRPF; agora, dentro dessa faixa, custa só o INSS.
- Na faixa de transição: entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, o imposto é reduzido pela fórmula R$ 978,62 − (0,133145 × rendimento mensal), aplicada sobre o imposto apurado na tabela progressiva. O redutor nunca gera crédito.
- Para quem fatura alto: distribuições de lucro acima de R$ 50 mil de uma mesma empresa para a mesma pessoa física em um mesmo mês sofrem 10% de IRRF — e a alíquota incide sobre o total pago no mês, não só sobre o excedente.
Confira os números atualizados na tabela do IRPF 2026.
Pejotização: o risco jurídico que entra na conta
Nenhuma comparação honesta entre CLT e PJ pode ignorar isso em 2026. O Tema 1389 do STF (ARE 1.532.603, relator Gilmar Mendes) vai definir, com efeito vinculante, a licitude da contratação de PJ e autônomo para prestação de serviços, a competência para julgar alegações de fraude e o ônus da prova.
Linha do tempo até agora: repercussão geral reconhecida em abril de 2025, com suspensão nacional dos processos; julgamento iniciado no fim de 2025 e suspenso em dezembro por pedido de vista da ministra Cármen Lúcia; em 18 de junho de 2026, o relator revogou parcialmente a suspensão, liberando a tramitação em primeira e segunda instância — mas os processos seguem parados antes de subir ao TST, aguardando a tese definitiva. Dezenas de milhares de ações estão nessa fila.
O que isso significa para você: um contrato PJ legítimo, com autonomia real, múltiplos clientes e sem subordinação, tende a ser validado. Um "PJ de crachá" — horário fixo, chefe direto, exclusividade, ferramentas da empresa — continua podendo ser questionado na Justiça do Trabalho, e nenhuma decisão até agora mudou isso. Se a sua situação é a segunda, o desconto de risco na proposta deveria ser maior, não menor.
Quando vale mais a pena ser PJ
- Quando a proposta supera o piso de +45% com folga — idealmente na faixa de +70% a +85%
- Quando você tem múltiplos clientes, o que dilui o risco de inadimplência e reforça a autonomia real do contrato
- Quando o faturamento cabe no MEI ou permite atingir o Fator R no Anexo III
- Quando há despesas operacionais relevantes que podem ser tratadas como custo do negócio
- Quando a natureza do trabalho é por projeto ou entrega, e não por presença
Quando ficar no CLT compensa mais
- Quando a proposta PJ fica abaixo de 45% a 50% acima do CLT equivalente — nesse caso você está pagando para trabalhar
- Quando os benefícios são relevantes: plano de saúde familiar, previdência privada com contrapartida da empresa, PLR
- Quando há perspectiva concreta de progressão de carreira, promoções e bônus
- Quando você precisa de proteção previdenciária robusta ou está próximo de se aposentar
- Quando você tem baixa tolerância a variação de renda ou está em fase de vida que pede previsibilidade (financiamento, filho pequeno)
- Quando o arranjo é claramente pejotização disfarçada e o passivo trabalhista é do seu lado da mesa em caso de litígio
Cinco erros que quebram quem vira PJ
- Faturar 12 meses de conta e planejar como se fossem 12 meses de vida. Férias, feriados e doença saem do seu bolso.
- Não separar pessoa física de pessoa jurídica. Sem pró-labore definido, não há Fator R, não há INSS regular e a contabilidade vira um problema.
- Ignorar o Fator R. A diferença entre 6% e 15,5% sobre cada nota, ao longo de um ano, costuma superar o custo de um contador bom.
- Não montar a reserva de 40% do FGTS que você deixou de ter. É o colchão de demissão que ninguém mais vai fazer por você.
- Depender de um cliente só. Além do risco financeiro, é o principal indício de subordinação em uma discussão de vínculo.
Perguntas frequentes
Quanto um PJ deve cobrar em relação ao CLT em 2026?
No mínimo 45% a 50% a mais sobre o valor-hora nominal, apenas para empatar. Para compensar risco e ausência de benefícios, o alvo é 70% a 85% a mais.
Qual o limite do MEI em 2026?
R$ 81.000 por ano, ou R$ 6.750 por mês de média — o mesmo valor desde 2019. Para o MEI caminhoneiro, R$ 251,6 mil por ano.
Quanto o MEI paga de DAS em 2026?
R$ 86,05 para serviços, R$ 82,05 para comércio ou indústria e R$ 87,05 para comércio e serviços. Vencimento todo dia 20.
O que é Fator R e como calcular?
É a razão entre a folha de pagamento dos últimos 12 meses (incluindo pró-labore e encargos) e a receita bruta do mesmo período. Se der 28% ou mais, a empresa de serviços é tributada pelo Anexo III (a partir de 6%) em vez do Anexo V (a partir de 15,5%). O cálculo é refeito mensalmente.
Pró-labore de PJ está isento de Imposto de Renda em 2026?
Sim, até R$ 5.000 mensais o imposto é zerado pelo redutor da Lei 15.270/2025. Entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 há redução parcial. O INSS de 11% continua devido.
Quanto o autônomo paga de INSS em 2026?
No plano normal, 20% sobre um valor entre R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55 (contribuição máxima de R$ 1.695,11). No plano simplificado, 11% do salário mínimo, ou R$ 178,31 — mas sem direito a aposentadoria por tempo de contribuição. Quando presta serviço a uma empresa, a contratante retém 11% e o profissional não precisa emitir guia.
PJ tem direito a FGTS ou seguro-desemprego?
Não. Nem FGTS, nem multa de 40%, nem seguro-desemprego, nem aviso prévio. Essas ausências são justamente o que o multiplicador de preço precisa cobrir.
Contrato PJ é legal?
A contratação PJ é legal quando há autonomia real e ausência de subordinação. O STF ainda não fixou a tese definitiva do Tema 1389; até lá, contratos com características de emprego continuam podendo ser reconhecidos como vínculo pela Justiça do Trabalho.
Vale a pena sair do CLT para ser PJ ganhando 30% a mais?
Matematicamente, não. Trinta por cento fica abaixo do piso de equivalência: você perde FGTS, 13º, férias remuneradas, seguro-desemprego e proteção previdenciária sem receber o suficiente para reconstruir esses itens por conta própria.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um contador. Regimes tributários, alíquotas e enquadramentos dependem da atividade (CNAE), do município e do histórico de faturamento. Valores de 2026: salário mínimo R$ 1.621,00, teto do INSS R$ 8.475,55.
