O que é Rescisão Trabalhista?

A rescisão trabalhista é o encerramento do contrato de trabalho entre empregado e empregador, regida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Dependendo do tipo de rescisão, o trabalhador pode ter direito a receber verbas rescisórias que podem incluir saldo de salário, aviso prévio (trabalhado ou indenizado), férias vencidas e proporcionais acrescidas de 1/3, 13º salário proporcional, multa de 40% sobre a base rescisória do FGTS e saque do FGTS. O valor exato depende do tipo de demissão: sem justa causa, por justa causa, pedido de demissão ou demissão por acordo (Art. 484-A da CLT). A rescisão sem justa causa garante ao trabalhador o maior número de direitos, incluindo acesso ao seguro-desemprego, desde que cumpridos os requisitos legais. As principais verbas rescisórias no Brasil podem incluir: saldo de salário dos dias trabalhados no mês; aviso prévio trabalhado ou indenizado (30 dias + 3 dias por ano completo a partir de 1 ano completo, até 90 dias, conforme a regra legal mínima da Lei 12.506/2011 e a Nota Técnica MTE 184/2012); 13º salário proporcional (1/12 por mês trabalhado, salvo justa causa); férias vencidas (se houver) e proporcionais com adicional de 1/3; multa de 40% sobre a base rescisória do FGTS na demissão sem justa causa, inclusive na ruptura antecipada pelo empregador com indenização do art. 479, ou de 20% no acordo; e seguro-desemprego para quem cumpre os requisitos de tempo de emprego. Desde a Reforma Trabalhista de 2017 (Lei 13.467/2017), não é mais necessária a homologação sindical para nenhum tipo de rescisão. Informe o saldo FGTS e a base rescisória separadamente; o passo 6 abaixo explica as prioridades e as aproximações utilizadas. O resultado principal é o valor líquido estimado pago diretamente pelo empregador, sem saldo FGTS ou multa. A simulação usa o salário informado; não há campos próprios para horas extras, adicionais, comissões ou médias. Na justa causa, mantém-se o modelo tradicional sem férias proporcionais; há controvérsia jurisprudencial sobre a Convenção 132 da OIT, inclusive decisão da 3ª Turma do TST. O Tema 96 consultado não apresenta tese definitiva; confira o caso concreto. A simulação também abrange experiência e outros contratos por prazo determinado no regime geral da CLT, com salário mensal fixo. No término normal, há saldo, férias e 13º conforme o período; não há aviso, indenização por antecipação ou multa de 40%. Na ruptura antecipada pelo empregador sem cláusula do art. 481, a indenização do art. 479 corresponde à metade da remuneração restante, sem projeção de avos; a multa FGTS é apurada separadamente. Na saída antecipada pelo empregado, a indenização do art. 480 depende de prejuízo e limite legal: não é descontada automaticamente, e o líquido mostrado não a inclui. A cláusula recíproca do art. 481, quando existente e exercida na ruptura antecipada, remete às regras de prazo indeterminado. Se desconhecida, o cálculo é bloqueado. O término normal não aciona essa cláusula. Confira o enquadramento do contrato (CLT, art. 443), o término previsto, o desligamento e as prorrogações. Experiência: até 90 dias no total; demais contratos: até dois anos (art. 445). Mais de uma prorrogação exige avaliar conversão em prazo indeterminado (art. 451). Trabalho após o termo, cláusula desconhecida ou prazo incompatível impedem esta simulação. Datas compatíveis não comprovam validade jurídica. Não abrange trabalho temporário, aprendizagem, emprego doméstico ou regime especial da Lei 9.601/1998.

Fontes conferidas em 19/10/2026: CLT, arts. 443, 445, 451, 479, 480, 481 e 483; Lei 4.090/1962, art. 1º; Lei 8.036/1990, arts. 15, 18 e 20, IX; Decreto 99.684/1990, art. 14; Lei 8.212/1991, art. 28, §9º, “e”, 3; Lei 7.713/1988, art. 6º, V.

Como usar: Rescisão Trabalhista

Antes de calcular, selecione o tipo de contrato; as regras de prazo determinado estão explicadas acima. 1. Calcule o saldo de salário: se o vínculo cobriu todo o mês civil, considere o salário mensal integral. Nos meses parciais, esta simulação usa (salário ÷ 30) × dias efetivamente trabalhados, limitada a 30 dias. A rescisão no último dia do mês, sozinha, não caracteriza mês completo quando a admissão ocorreu durante o mês. É sempre sujeito a INSS, independentemente do tipo de rescisão (inclusive na demissão por justa causa). 2. No prazo indeterminado ou na ruptura antecipada com art. 481 exercido, calcule o aviso prévio (para demissão sem justa causa ou acordo): 30 dias + 3 dias por ano completo a partir de 1 ano completo, até 90 dias (Nota Técnica MTE 184/2012). Fórmula: min(30 + 3 × anos_completos, 90). Exemplos: 0 ano completo → 30 dias; 1 ano → 33 dias; 2 anos → 36 dias; 3 anos → 39 dias; 10 anos → 60 dias; 20 anos ou mais → 90 dias. Se indenizado, pague o valor correspondente. No acordo do art. 484-A, o aviso indenizado é pago pela metade. Com aviso indenizado, o período é integrado ao tempo de serviço para cálculo de férias e 13º (CLT art. 487, §1º). No pedido de demissão, se o trabalhador não cumprir o aviso, há desconto de 30 dias. Aviso prévio indenizado é isento de INSS. 3. Informe somente os períodos completos já adquiridos e não gozados até a data de rescisão informada: salário × número de períodos. Não inclua nesse campo os períodos que se completem apenas com a projeção do aviso. A calculadora acrescenta uma única vez os períodos integrais adquiridos entre a rescisão informada e o fim do aviso projetado, sem presumir que os períodos anteriores não foram gozados. O adicional de 1/3 constitucional é exibido separadamente. Não há cálculo de férias em dobro. 4. Calcule as férias proporcionais (não se aplica em justa causa): (salário ÷ 12) × meses do período aquisitivo atual, contando até o fim do aviso projetado, quando aplicável; sem projeção, até o desligamento (CLT art. 487, §1º). Pela regra dos 15 dias (CLT art. 146), meses com 15 ou mais dias trabalhados contam como mês completo. O 1/3 constitucional sobre as férias proporcionais também é exibido como linha separada. Nota: quando há mais de uma categoria de férias, o 1/3 de cada categoria é exibido separadamente, incluindo as férias integrais adquiridas na projeção. O total é idêntico a (períodos completos informados + integrais adquiridas na projeção + proporcionais) ÷ 3. 5. Calcule o 13º proporcional (não se aplica em justa causa): (salário ÷ 12) × meses trabalhados no ano, incluindo o período do aviso indenizado projetado, quando aplicável. Tributação: exclusiva na fonte, separada das demais verbas. 6. Fora do término normal do contrato a prazo, calcule a multa sobre a base para fins rescisórios informada: 40% sem justa causa ou 20% no acordo. Informe separadamente o saldo da conta vinculada a este emprego e a base para fins rescisórios consultada no FGTS Digital. A base informada tem prioridade no cálculo da multa. Sem ela, usamos o saldo informado como aproximação, identificada como “Base estimada a partir do saldo informado”; sem ambos, usamos salário × 8% × meses completos, sem reconstruir depósitos, atualização ou saques. Zero informado é preservado. Uma base conhecida não permite deduzir saldo sacável. A multa é de 40% na demissão sem justa causa e de 20% no acordo, separada do pagamento direto. 7. Some as verbas do pagamento direto, sem a multa FGTS, e subtraia INSS, IRRF, eventual desconto do aviso não cumprido e adiantamentos: • INSS incide sobre: saldo de salário (em todos os tipos de rescisão) e 13º proporcional (exceto justa causa, onde não há 13º). Base separada para cada. A base do INSS sobre o 13º é expressa em centavos antes da aplicação das faixas e do truncamento. • Aviso prévio indenizado, férias indenizadas (vencidas + proporcionais + 1/3) e multa FGTS são isentos de INSS e IRRF. • IRRF incide sobre o saldo de salário (base progressiva) e sobre o 13º (tributação exclusiva, calculada separadamente). O resultado é o valor líquido estimado da rescisão, pago diretamente pelo empregador. FGTS e multa aparecem em seção separada. Um total potencial só é mostrado com saldo informado positivo e direito de saque por este desligamento, sob hipótese de saque-rescisão, sem bloqueios e multa disponível; não garante liberação. 8. Compense os adiantamentos de salário e de 13º após os tributos, sem reduzir direitos brutos ou bases do INSS/IRRF. O adiantamento de 13º do ano do desligamento é abatido do 13º e, se insuficiente, de outros créditos trabalhistas, inclusive na justa causa (Lei 4.749/1965, art. 3º). Confirme que são adiantamentos sem retenções anteriores, não parcelas finais já tributadas. Para salário, informe as datas: adiantamento e quitação devem ocorrer no mês do saldo (RIR/2018, art. 678). Meses diferentes exigem outra apuração. Descontos e compensações acima de um salário informado, ou adiantamentos acima dos créditos líquidos, impedem esta simulação: não se limita o valor silenciosamente nem se declara dívida automática (CLT, art. 477, §5º). A tabela administrativa utilizada é identificada no resultado, inclusive quando a projeção cria direitos em outro ano. Isso não representa uma tabela oficial futura. Contrato a prazo sem cláusula do art. 481: conte os dias corridos do dia seguinte ao desligamento ao término previsto, inclusive. Para o salário fixo restante, meses completos valem um salário mensal; frações usam divisor 30, limitadas a 30 dias por mês. Na ruptura pelo empregador, pague metade dessa remuneração (art. 479), sem INSS, IRRF ou FGTS sobre a indenização legal; não projete avos. Na saída pelo empregado, não deduza automaticamente o limite do art. 480. No término normal, não aplique indenização antecipada. Os demais critérios de férias, 13º, tributos separados e compensação de adiantamentos permanecem.
Pagamento direto bruto = Saldo de salário + Aviso indenizado + Férias indenizadas e terço + 13º + Indenização do art. 479, quando aplicável Valor líquido estimado da rescisão = Pagamento direto bruto − INSS − IRRF − Aviso não cumprido − Adiantamento salarial − Adiantamento de 13º Base da multa = Base rescisória informada; se desconhecida, saldo informado como aproximação; sem ambos, salário × 8% × meses completos Multa = 0 no término normal a prazo; fora dele, Base da multa × 40% na dispensa sem justa causa/ruptura antecipada pelo empregador ou 20% no acordo Saldo potencial = Saldo informado × 100% (sem justa causa ou término normal a prazo) ou 80% (acordo), somente sob hipótese de saque-rescisão e sem bloqueios Total potencialmente disponível = Líquido + Multa + Saldo potencial; depende da liberação e não é garantia de saque Sem saldo informado, não se deriva saldo sacável da base da multa. Art. 479 sem cláusula do art. 481 = Remuneração restante de salário fixo ÷ 2; meses completos pelo salário integral, frações pelo divisor 30 Art. 480 = eventual indenização não calculada; prejuízo e limite legal exigem verificação Art. 481 exercido na ruptura antecipada = regras de prazo indeterminado, sem somar art. 479

Exemplo prático

Exemplo — Demissão sem justa causa, com aviso prévio trabalhado (2026): Salário: R$ 3.000,00 | Admissão: 01/01/2026 | Rescisão: 15/06/2026 Tipo: Sem justa causa | Aviso: Sim, trabalhado Férias vencidas: Nenhum período | Dependentes: 0 | Saldo FGTS informado: R$ 10.000,00 | Base rescisória: não informada | Adiantamentos: R$ 0,00 • Saldo de salário: R$ 3.000,00 ÷ 30 × 15 dias = R$ 1.500,00 • Férias proporcionais (6/12): R$ 3.000,00 ÷ 12 × 6 = R$ 1.500,00 • Terço constitucional: R$ 1.500,00 ÷ 3 = R$ 500,00 • 13º proporcional (6/12): R$ 1.500,00 • Pagamento direto bruto, sem multa FGTS: R$ 5.000,00 • INSS: − R$ 225,00 • IRRF: R$ 0,00 • Pagamento direto líquido: R$ 5.000,00 − R$ 225,00 = R$ 4.775,00 • Multa FGTS estimada, separada do pagamento direto: R$ 10.000,00 × 40% = R$ 4.000,00 • Saldo potencial, na hipótese de saque-rescisão sem bloqueios: R$ 10.000,00 • Total potencialmente disponível, não garantido: R$ 4.775,00 + R$ 4.000,00 + R$ 10.000,00 = R$ 18.775,00 Hipótese: saque-rescisão, sem bloqueios e com a multa disponível. Saque-aniversário e outras restrições podem impedir o saque do saldo. Neste exemplo, a base é estimada a partir do saldo informado de R$ 10.000,00; a base rescisória real pode ser diferente do saldo sacável. Saques anteriores não reduzem na mesma proporção a base da multa. Exemplo — Experiência, ruptura antecipada pelo empregador, sem cláusula do art. 481: Salário R$ 3.000,00; admissão 01/01/2026; término previsto 31/03/2026; desligamento 15/03/2026; nenhuma prorrogação; férias vencidas não; dependentes 0; adiantamentos 0; saldo FGTS R$ 10.000,00; base da multa não informada. Saldo R$ 1.500,00 + férias 3/12 R$ 750,00 + terço R$ 250,00 + 13º 3/12 R$ 750,00 + indenização art. 479 R$ 800,00 = bruto direto R$ 4.050,00. Restam 16 dias corridos, de 16 a 31/03, inclusive: R$ 3.000,00 ÷ 30 × 16 = R$ 1.600,00; metade = R$ 800,00. Não há aviso ou projeção. INSS: saldo R$ 112,50 + 13º R$ 56,25 = R$ 168,75; IRRF R$ 0,00. Líquido direto R$ 3.881,25, sem FGTS. A indenização legal do art. 479 não integra INSS, IRRF ou FGTS. Multa separada R$ 4.000,00, com base estimada a partir do saldo informado; saldo potencial R$ 10.000,00 sob hipótese de saque-rescisão sem bloqueios. Total potencial R$ 17.881,25, não garantido.

Perguntas frequentes

Quais verbas recebo na demissão sem justa causa?▾
No contrato por prazo indeterminado, na demissão sem justa causa, você recebe: saldo de salário dos dias trabalhados, aviso prévio indenizado conforme a regra legal mínima (30 dias + 3 dias por ano completo a partir de 1 ano completo, até 90 dias — Lei 12.506/2011 e Nota Técnica MTE 184/2012), 13º salário proporcional, férias vencidas + 1/3, férias proporcionais + 1/3 e multa de 40% sobre a base rescisória do FGTS, depositada na Caixa. Também pode ter direito ao seguro-desemprego, desde que cumpra os requisitos legais. Todas essas verbas devem ser pagas em até 10 dias corridos após o término do contrato. O saldo FGTS e a base da multa são informações distintas; confira o passo 6 para informar esses valores.
Quanto tempo a empresa tem para pagar a rescisão?▾
A empresa tem até 10 dias corridos para pagar as verbas rescisórias após o término do contrato de trabalho. O não cumprimento desse prazo gera multa de 1 salário mensal ao empregado (CLT art. 477, §8º). Desde a Reforma Trabalhista de 2017 (Lei 13.467/2017), não é mais necessária homologação sindical para nenhum tipo de rescisão.
O aviso prévio proporcional como funciona?▾
O aviso só se aplica ao prazo indeterminado ou à ruptura antecipada com cláusula do art. 481 exercida; não se aplica ao término normal nem à ruptura antecipada sem essa cláusula. Desde 2011, o aviso prévio proporcional segue a regra legal mínima de 30 dias, acrescidos de 3 dias por ano completo a partir de 1 ano completo, até o limite de 90 dias (Lei 12.506/2011 e Nota Técnica MTE 184/2012). Exemplos: 0 ano completo → 30 dias; 1 ano → 33 dias; 2 anos → 36 dias; 5 anos → 45 dias; 10 anos → 60 dias; 20 anos ou mais → 90 dias. Pode ser trabalhado ou indenizado. No acordo do art. 484-A, o aviso indenizado é pago pela metade. Convenções coletivas ou contratos podem prever condições mais favoráveis.
Como calcular o saldo de salário na rescisão?▾
O saldo de salário é o valor proporcional aos dias efetivamente trabalhados no mês da rescisão. Se o vínculo cobriu todo o mês civil, o saldo corresponde ao salário mensal integral. Para mês parcial, esta simulação usa (salário ÷ 30) × dias trabalhados, limitada a 30 dias. A admissão durante o mês não gera mês completo apenas porque a rescisão ocorreu no último dia. Se o empregado já trabalhava antes do início do mês e a rescisão ocorre no dia 20, contam-se 20 dias. Quando admissão e rescisão ocorrem no mesmo mês, contam-se apenas os dias efetivamente trabalhados, incluindo o dia da admissão e o último dia trabalhado. Exemplo: admissão em 15/01 e rescisão em 20/01 = 6 dias; com salário de R$ 3.000, o saldo é R$ 600,00. Esta simulação usa o salário informado; não possui campos separados para horas extras ou adicionais.
Como calcular as férias proporcionais?▾
As férias proporcionais são calculadas pela fórmula: (salário ÷ 12) × meses trabalhados no período aquisitivo + 1/3 constitucional. Pela regra dos 15 dias (CLT art. 146), meses com 15 ou mais dias de trabalho contam como mês completo. Com aviso prévio indenizado, o período é projetado e pode somar meses extras. Exemplo: 8 meses de período aquisitivo, salário R$ 3.000 → R$ 3.000 ÷ 12 × 8 = R$ 2.000 + 1/3 (R$ 666,67) = R$ 2.666,67. Se a projeção completar um período aquisitivo, esse direito aparece como férias integrais adquiridas na projeção, além do eventual saldo proporcional do novo período. Os períodos completos informados manualmente devem corresponder apenas aos já adquiridos e não gozados até a data de rescisão informada, sem incluir novamente o período adquirido na projeção.
Como calcular o 13º proporcional na rescisão?▾
O 13º proporcional é calculado por: (salário ÷ 12) × meses trabalhados no ano civil. Pela Lei nº 4.090/1962, art. 1º, §2º, meses com 15 ou mais dias contam como mês completo. Com aviso prévio indenizado, o período é projetado até o fim do aviso. Em demissão por justa causa, o trabalhador NÃO tem direito ao 13º proporcional. Tributação: exclusiva na fonte, separada das demais verbas.
O IRRF incide sobre quais verbas da rescisão?▾
Não incide da mesma forma sobre todas as verbas. O saldo de salário segue a tributação progressiva normal do IRRF. O 13º salário proporcional tem tributação exclusiva na fonte, calculada separadamente. Já o aviso prévio indenizado é isento de IRRF, por força do art. 6º, inciso V, da Lei nº 7.713/1988, e as férias indenizadas (vencidas ou proporcionais) com o respectivo terço constitucional também são isentas quando pagas em razão da rescisão contratual. Em caso de dúvida sobre um valor específico, vale confirmar com um contador.
Como funciona a regra dos 15 dias?▾
Para o 13º, contam-se os meses do ano civil com pelo menos 15 dias de vínculo, incluindo admissão e último dia, conforme a Lei nº 4.090/1962, art. 1º, §2º. Para férias proporcionais, a fração superior a 14 dias é contada dentro do período aquisitivo (CLT, art. 146), que pode começar em dia diferente do primeiro dia do mês. Por isso, a data da rescisão no dia 14 ou 15, isoladamente, não determina os avos de férias. O aviso indenizado é projetado no tempo de serviço (CLT, art. 487, §1º).
Quem tem direito ao saque do FGTS na rescisão?▾
O saque depende do tipo de desligamento, da modalidade escolhida e de bloqueios. Com saldo informado, a simulação mostra um saldo potencial de 100% na demissão sem justa causa e 80% no acordo, apenas na hipótese de saque-rescisão sem bloqueios. A multa é calculada sobre a base para fins rescisórios e depositada separadamente na Caixa. Saque-aniversário e antecipações podem restringir o acesso. Sem saldo informado, a base da multa não permite estimar saldo sacável nem total disponível. Pedido de demissão e justa causa não liberam saque-rescisão por este desligamento; outras hipóteses legais não são calculadas aqui. No término normal de contrato a prazo, o saque também pode ocorrer, conforme o art. 20, IX, da Lei 8.036/1990, sem multa de 40% e sujeito à modalidade e aos bloqueios da conta.
Quem pede demissão recebe multa do FGTS?▾
Não. No pedido de demissão, o trabalhador não recebe a multa de 40% sobre o FGTS e também não pode sacar o saldo da conta vinculada. Além disso, perde o direito ao seguro-desemprego. O que recebe: saldo de salário, férias vencidas + 1/3, férias proporcionais + 1/3 e 13º proporcional. Se não cumprir o aviso prévio de 30 dias, há desconto equivalente no salário.
O que acontece se o aviso prévio não for cumprido?▾
O aviso só se aplica ao prazo indeterminado ou à ruptura antecipada com cláusula do art. 481 exercida; não se aplica ao término normal nem à ruptura antecipada sem essa cláusula. Depende de quem falha: se o empregador não concede o aviso ao trabalhador, deve pagar o aviso indenizado (valor correspondente ao período). Se o trabalhador (no pedido de demissão) não cumpre o aviso, a empresa pode descontar o valor de 30 dias do salário (CLT art. 487, §2º). No acordo (art. 484-A), se o aviso for indenizado, o pagamento corresponde a 50% do valor; essa redução não se aplica ao aviso trabalhado.
Qual a diferença entre rescisão por acordo e sem justa causa?▾
Na demissão sem justa causa: aviso prévio integral, multa FGTS de 40%, saque de 100% do FGTS e direito ao seguro-desemprego. No acordo (art. 484-A CLT): aviso indenizado pago em 50% do valor, multa FGTS de 20%, saque de até 80% do FGTS, e SEM direito ao seguro-desemprego. O acordo é uma opção intermediária em que ambas as partes concordam com o encerramento do contrato com menos ônus para o empregador e menos benefícios para o empregado.
Demissão por justa causa: quais verbas perde?▾
Na demissão por justa causa, o trabalhador perde: 13º salário proporcional, multa de 40% sobre o FGTS, saque do saldo da conta vinculada do FGTS, aviso prévio indenizado e seguro-desemprego. O que recebe: saldo de salário dos dias trabalhados e férias vencidas + 1/3 (se houver). Atenção: mesmo na justa causa, o INSS é descontado do saldo de salário — a justa causa não isenta esse pagamento de contribuição previdenciária. Causas de justa causa (CLT art. 482): improbidade, incontinência de conduta, mau procedimento, negociação por conta própria sem autorização, condenação criminal, desídia, embriaguez habitual, ofensa física, abandono de emprego. Para férias proporcionais, este modelo segue a leitura tradicional da CLT, sem a parcela. Há controvérsia jurisprudencial ligada à Convenção 132 da OIT e decisão da 3ª Turma do TST em sentido diferente; o Tema 96 consultado não apresenta tese definitiva. Um adiantamento de 13º já recebido não é ignorado: pode ser compensado com outros créditos trabalhistas, observados os limites legais.
Quanto tempo depois da demissão o dinheiro da rescisão cai na conta?▾
O empregador tem até 10 dias corridos após o término do contrato para pagar todas as verbas rescisórias (Art. 477, §6º da CLT), independentemente do tipo de aviso prévio (trabalhado ou indenizado). O atraso gera multa de um salário do trabalhador, corrigida monetariamente.
Como são compensados os adiantamentos de salário e de 13º?▾
Os adiantamentos informados são abatidos após o cálculo dos tributos, sem reduzir o direito bruto. Pela Lei 4.749/1965, art. 3º, o adiantamento de 13º pode ser compensado com o 13º devido e, se necessário, com outros créditos trabalhistas, inclusive na justa causa. Esta simulação aceita adiantamentos do ano do desligamento, sem INSS/IRRF anteriormente retidos. Para o salário, as datas devem indicar adiantamento e quitação no mês do saldo; meses distintos exigem outra apuração do IRRF (RIR/2018, art. 678). O limite do art. 477, §5º, da CLT é verificado com base no salário informado. Se descontos superarem esse limite ou adiantamentos superarem os créditos líquidos, o resultado é bloqueado para conferência, sem dívida automática.
Como funciona a rescisão no contrato de experiência ou por prazo determinado?▾
Selecione o tipo de contrato e informe o término previsto, o desligamento, as prorrogações e, na ruptura antecipada, a cláusula do art. 481. O término normal não gera aviso nem multa de 40%; na ruptura antecipada, os efeitos dependem de quem encerrou o vínculo e da cláusula informada. Os limites, as exclusões e o enquadramento estão detalhados em “O que é”; datas compatíveis não comprovam validade jurídica.
O término normal gera aviso prévio ou multa de 40%?▾
Não. No término normal do contrato a prazo, não há aviso prévio, indenização dos arts. 479/480 ou multa de 40%. São calculados saldo de salário, férias devidas com terço e 13º proporcional. O saldo FGTS informado é mostrado como potencial na hipótese de saque-rescisão sem bloqueios, conforme a Lei 8.036/1990, art. 20, IX; não é garantia de liberação.
O que muda com a cláusula de rescisão recíproca do art. 481?▾
Se o contrato contém essa cláusula e ela é exercida na ruptura antecipada, aplicam-se as regras da rescisão por prazo indeterminado: demissão sem justa causa ou pedido de demissão, conforme quem encerrou o vínculo. Reutilizamos essas regras de aviso e projeção; não se soma a indenização do art. 479. A cláusula não gera aviso no término normal. Se você não sabe se ela existe, confira o contrato antes de calcular.
Ao sair antes do prazo, devo automaticamente metade dos salários restantes?▾
Não. O art. 480 da CLT trata de prejuízos do empregador e limita a indenização àquela que o empregado receberia em condições equivalentes. Esse limite não comprova prejuízo nem cria dívida automática. A ferramenta não verifica esses fatos: sem cláusula do art. 481, mostra o líquido antes de eventual indenização do art. 480, não apurada.
Como usar a calculadora para uma rescisão indireta?▾
A ferramenta não reconhece o direito à rescisão indireta nem qualifica juridicamente os fatos. Para contrato por prazo indeterminado, se ela já foi juridicamente reconhecida, selecione “Prazo indeterminado” e “Sem justa causa (demissão)”, informando o aviso e os valores aplicáveis, sob essa hipótese (CLT, art. 483). A simulação não substitui análise profissional e não garante resultado individual idêntico.

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